Estupro culposo: sentença do caso Mari Ferrer revolta mulheres nas redes sociais

Escrito por em 03/11/2020

Nesta terça-feira (03), o caso da violência sofrida pela influenciadora catarinense Mari Ferrer voltou aos tópicos mais comentados das mídias sociais no país. O empresário André de Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem em 2018 foi inocentado pela justiça há cerca de um mês, causando revolta na época.

Mas o assunto voltou à tona, com toda a força do ódio, depois que o site The Intercept Brasil publicou uma reportagem e um vídeo mostrando detalhes da decisão judicial. O promotor do caso chegou a usar o argumento de “estupro culposo”, crime que não existe no Código Penal Brasileiro.

O vídeo elevou o tom da polêmica ao mostrar o advogado de defesa de Aranha, Claudio Gastão da Rosa Filho, humilhando Mariana durante o julgamento. Tudo na presença do juiz Rudson Marcos, que decidiu a favor do acusado. 

Anônimas e famosas se manifestaram nas redes contra o absurdo jurídico. As cantoras Ivete Sangalo, Iza, Luisa Sonza e Tereza Cristina se mostraram contrárias à decisão de uma “nova forma de violência” criada contra as mulheres. 

As atrizes Bruna Marquezine, Claudia Abreu e Débora Secco também engrossaram o coro das que se sentiram humilhadas junto com a vítima. 

Após os protestos virtuais, a OAB de Santa Catarina cobrou esclarecimentos sobre a conduta do advogado do empresário. Outro que foi convocado para prestar explicações sobre o caso é o juiz Rudson Marcos. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai analisar a omissão do magistrado e do membro do Ministério Público durante o episódio. 

Entenda o caso

Em 15 de dezembro de 2018, enquanto trabalhava em um evento de moda no estabelecimento do acusado, Mari Ferrer foi vítima de estupro enquanto estava inconsciente após consumo excessivo de bebida alcoólica. 

A mãe da influenciadora contou que a jovem chegou em casa chorando muito e percebeu que as roupas íntimas de Mariana estavam rasgadas e sujas de sangue. No dia seguinte, um boletim de ocorrência de estupro foi registrado e um exame pericial apontou a presença de sêmen nas roupas dela. 

Um exame posterior também confirmou que o material era compatível com o DNA de André de Camargo Aranha. Vinte e duas testemunhas também foram ouvidas, mas ainda assim, a justiça “entendeu” que o empresário não tinha intenção de violentar Mariana. 


Opiniões dos leitores

Deixar um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.Campos obrigatórios marcados com *



Música

No Ar

Artista

Background